quinta-feira, 14 de março de 2013

Bom dia sol, bom dia mar, bom diiiiiiiiiiiiiiiiia!

E assim começou o nosso dia. Com uma ida à lavandaria, aos correios e um passeio junto ao mar.


Bom dia às boas energias! Era disto que eu [também] precisava 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Um amor de filha


A Maria é meiga, super carinhosa, inteligente e sensível. Dá beijinhos e adora mimar as outras crianças. Segunda feira voltou a estar em contexto de grupo, num Jardim de Infância e, mais uma vez, deu provas disso.
Acontece que a Maria também faz birras, também esperneia, também grita e também já aconteceu levantar a mão a quem a provoca ou contraria. Já me envergonhou em situações fora de casa, como no banco ou supermercado. Longe vai o tempo em que a Maria mexia no que não devia e parava assim que eu dizia "Não! Maria, não mexe". E longe vai o tempo em que as pessoas diziam "deixe estar. Não faz mal, pode mexer".  Actualmente é mais do género "Maria, não mexe" e a resposta dela é invariavelmente "a Maria está a ver uma coisa" ou "a Maria está a ver um documento importante" ou "a Maria está a fazer um trabalho para a escola" ou, tratando-se de computadores "a Maria está a escrever um email" (...)Para aumentar a minha frustração, a Maria começou a gritar há "pouco" tempo. Não sei precisar há quanto tempo, mas sei que intensificou esta forma de expressão há muito pouco tempo. Também não sei se terá a ver com o facto da prima (10 meses mais nova) gritar, sempre que a Maria se aproxima com a intenção de lhe tirar um brinquedo ou o que quer que ela tenha. Por mais que lhe explique, por mais que me esforce, ainda não consegui que ela compreendesse e sempre que estão juntas, a alegria é vivida na mesma proporção que os gritos e o desejo de possuir o que a outra tem. Apesar de tudo, sempre considerei que esta é uma fase normal e que passará bem mais rápido e da melhor forma quando encarada por nós, adultos, com uma boa dose de paciência. O que nem sempre é fácil. 
O problema (e este sim é um problema) é quando te dizem:
- a tua filha está pior (referindo-se às birras, penso eu)
- a tua filha não pode fazer o que quer/não podemos ceder a tudo
- a tua filha precisa de regras 
- a tua filha está mesmo a precisar de ir para a escola/Jardim.

Em relação ao primeiro e porque foi associado ao facto do pai estar fora, em nada podíamos alterar isso. É importante para a carreira do pai e eu estaria extremamente triste caso ele não tivesse decidido fazer esta viagem. As saudades apertam, como é evidente,  mas por outro lado reforça o amor que nos une (pai/mãe/filha). Mal posso imaginar o dia em que nos abraçamos de novo.
No que diz respeito ao segundo queria poder dizer que eu não cedo a tudo. De maneira alguma. Eu contrario e devo ser das pessoas que menos cede. Mas num contexto em que tenha total liberdade de acção, como a minha casa. Num contexto  em que há sempre a possibilidade de alguém intervir, por vezes chamando a atenção ou reprovando as minhas estratégias de intervenção é muito mais difícil. É um verdadeiro sufoco. E a Maria deve perceber isso, daí provocar mais, gritar mais e abusar mais. 
Quanto às regras... De repente fiquei com receio de ter falhado neste ponto. Se a Maria não tem regras e já tem 29 meses, então aqui devo assumir uma grande responsabilidade. Mas não acredito que não as tenha.
Finalmente, o Jardim de Infância. É algo que também quero muito, por variadíssimas razões, mas que para o bem e para o mal ainda faltam seis meses. Portanto, o que eu quero e do que eu preciso, numa altura em que também eu estou demasiado sensível, é de compreensão. De carinho e afecto redobrados. De espaço. De tempo e de boas palavras. De perceber que afinal estar há nove meses 24h sobre 24h com a minha filha tem sido uma experiência altamente enriquecedora e não o contrário. Tem-me feito crescer como mãe e tem desenvolvido nela capacidades e sentimentos que de outra forma não seria possível. Também me tem feito ver o quanto difícil é estar com os filhos tanto tempo. Tem-me feito ver que a responsabilidade de criar um filho é nossa e de mais ninguém. Todas as ajudas são bem-vindas, mas são ajudas, porque a responsabilidade maior é nossa. É minha. Ainda assim tem-me feito ver que é disto que eu gosto e é isto que eu quero. Muito. Do que eu preciso é de saber que estou a fazer o trabalho certo. E agora deixem-me chorar, mas do que eu precisava mesmo era fazer uma birra. Queria tanto poder espernear, atirar-me ao chão e gritar. Era disto que eu precisava, neste momento. Por isso, ninguém melhor do que eu para perceber o descontentamento que provoca uma birra, na minha filha. Também eu as tenho,  porque do que eu precisava era que percebessem que assim não ajudam (nada) e desta forma em nada poderei ajudar a minha filha. Do que eu precisava era de calma, espaço e compreensão. Do que eu precisava era de ter trabalho e o meu marido aqui ao lado. Mas como isso não e possível, por enquanto, só preciso que não compliquem.



[São seis e meia da manhã. Vale-nos este dia que parece querer brilhar. Bem-vindo sol. E bem-vindo Trinta que tão bem me fazes]

sexta-feira, 8 de março de 2013

Lágrimas de alegria

Adoro o dia do meu aniversário. Adoro acordar e sentir-me rainha por um dia. Adoro saber que  há mais gente do que eu imagino a lembrar-se de mim (o calendário do facebook dá uma ajudinha, está certo, mas não obriga ninguém a fazê-lo) . O frenesim começa cedo. A organização do jantar (normalíssimo, não fossem as sobremesas em abundância), as notificações via facebook, o skype (os tios, de Paris e a pessoa mais importante da minha vida, de Inglaterra). O telemóvel toca. Até o meu 96 que raramente toca, hoje dá sinal de vida! Um telefonema de Angola (Nuninho, tax cá dentro!!!) e as sms's e os emails e as multimarcas a oferecerem descontos!
O jantar. As pessoas mais importantes da minha vida e este mini iPad ligado a Oxford. E o meu amor maior ao colo. Os parabéns a você mais emocionantes de toda a minha vida e um choro gritante 2 minutos no meu quarto e meia dúzia de palavras "desculpa" "tenho tantas saudades" e "queria tanto que estivesses aqui".  Um desejo para os meus 31 anos: lágrimas de alegria. E o conforto da família. Os amigos, esses, há mais de uma década que me dão provas que são os melhores. Insubstituíveis. O verdadeiro amparo nos momentos mais difíceis.

1like = 1sorriso. Obrigada a todos.




[Também adoro receber presentes!]

segunda-feira, 4 de março de 2013

Gosto muito de...

A Ana foi desafiada e desafiou-me. Cá vai a lista das dez coisas que mais gosto e das dez que menos gosto.



GOSTO MUITO


  1. de ser mãe, mulher e esposa
  2. do meu irmão, dos meus pais e dos meus verdadeiros amigos
  3. do beijinho na testa, todos os dias de manhã, como só o Ricardo sabe dar (a Maria aprendeu com ele e recentemente mima-me a toda a hora com mais do mesmo)
  4. de namorar
  5. de almoçar/jantar (só os dois )
  6. de correr (com música)
  7. de fazer compras
  8. de viajar
  9. de praia e de bom tempo
  10. do dia do meu aniversário
NÃO GOSTO 
DETESTO



  1. de gente falsa, hipócrita e impostora
  2. de ver a minha filha doente e de estar doente
  3. da limitação com que me deparo ao comprar calçado devido aos meus horríveis joanetes
  4. de noites mal dormidas
  5. de conduzir com chuva
  6. de desarrumação  
  7. de não ter trabalho
  8. de ouvir falar da crise e da Troika
  9. de confusão (shopping ou supermercado)
  10. das birras (sérias) da Maria

Querida Ana, desculpa só responder ao desafio hoje. E obrigada por te lembrares de mim. Beijinho


sexta-feira, 1 de março de 2013

Mais uma para mais tarde recordar


Conversa entre a Maria e o tio I, a propósito dos emblemas académicos.

- Ivo, o que é isto?
- O trevo da sorte.
- E isto, como se chama?
- Super bock.
- E este, quem é?
- Fernando Pessoa.

- Muito bem, Ivo, já sabes as cores!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Em suma

Dava a vida pela minha filha.
Não sei o que seria de mim sem a minha mãe.
Já sinto saudades da pessoa mais importante da minha vida apenas por saber que tenho menos de 24 horas ao seu lado. As saudades vão apertar. Muito. As lágrimas, essas, vão cair sem dó nem piedade, sempre que eu estiver sozinha. De preferência enquanto conduzo ou deito a cabeça na almofada, bem à noitinha. Ou enquanto escrevo. Como é o caso, pronto. 

Ai como eu gostava de saber lidar com as saudades de outra forma. Como eu gostava de fazer parecer tudo mais fácil. Por ti, por mim e por ela. Por todos. Mas eu sou assim. Sempre fui. E na verdade, chorar ajuda-me. Não sei explicar como. Mas fico tão mais aliviada. Tão mais leve. E a Maria hoje está a contribuir imenso para que eu me acalme. Ainda dorme.