sexta-feira, 8 de março de 2013

Lágrimas de alegria

Adoro o dia do meu aniversário. Adoro acordar e sentir-me rainha por um dia. Adoro saber que  há mais gente do que eu imagino a lembrar-se de mim (o calendário do facebook dá uma ajudinha, está certo, mas não obriga ninguém a fazê-lo) . O frenesim começa cedo. A organização do jantar (normalíssimo, não fossem as sobremesas em abundância), as notificações via facebook, o skype (os tios, de Paris e a pessoa mais importante da minha vida, de Inglaterra). O telemóvel toca. Até o meu 96 que raramente toca, hoje dá sinal de vida! Um telefonema de Angola (Nuninho, tax cá dentro!!!) e as sms's e os emails e as multimarcas a oferecerem descontos!
O jantar. As pessoas mais importantes da minha vida e este mini iPad ligado a Oxford. E o meu amor maior ao colo. Os parabéns a você mais emocionantes de toda a minha vida e um choro gritante 2 minutos no meu quarto e meia dúzia de palavras "desculpa" "tenho tantas saudades" e "queria tanto que estivesses aqui".  Um desejo para os meus 31 anos: lágrimas de alegria. E o conforto da família. Os amigos, esses, há mais de uma década que me dão provas que são os melhores. Insubstituíveis. O verdadeiro amparo nos momentos mais difíceis.

1like = 1sorriso. Obrigada a todos.




[Também adoro receber presentes!]

segunda-feira, 4 de março de 2013

Gosto muito de...

A Ana foi desafiada e desafiou-me. Cá vai a lista das dez coisas que mais gosto e das dez que menos gosto.



GOSTO MUITO


  1. de ser mãe, mulher e esposa
  2. do meu irmão, dos meus pais e dos meus verdadeiros amigos
  3. do beijinho na testa, todos os dias de manhã, como só o Ricardo sabe dar (a Maria aprendeu com ele e recentemente mima-me a toda a hora com mais do mesmo)
  4. de namorar
  5. de almoçar/jantar (só os dois )
  6. de correr (com música)
  7. de fazer compras
  8. de viajar
  9. de praia e de bom tempo
  10. do dia do meu aniversário
NÃO GOSTO 
DETESTO



  1. de gente falsa, hipócrita e impostora
  2. de ver a minha filha doente e de estar doente
  3. da limitação com que me deparo ao comprar calçado devido aos meus horríveis joanetes
  4. de noites mal dormidas
  5. de conduzir com chuva
  6. de desarrumação  
  7. de não ter trabalho
  8. de ouvir falar da crise e da Troika
  9. de confusão (shopping ou supermercado)
  10. das birras (sérias) da Maria

Querida Ana, desculpa só responder ao desafio hoje. E obrigada por te lembrares de mim. Beijinho


sexta-feira, 1 de março de 2013

Mais uma para mais tarde recordar


Conversa entre a Maria e o tio I, a propósito dos emblemas académicos.

- Ivo, o que é isto?
- O trevo da sorte.
- E isto, como se chama?
- Super bock.
- E este, quem é?
- Fernando Pessoa.

- Muito bem, Ivo, já sabes as cores!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Em suma

Dava a vida pela minha filha.
Não sei o que seria de mim sem a minha mãe.
Já sinto saudades da pessoa mais importante da minha vida apenas por saber que tenho menos de 24 horas ao seu lado. As saudades vão apertar. Muito. As lágrimas, essas, vão cair sem dó nem piedade, sempre que eu estiver sozinha. De preferência enquanto conduzo ou deito a cabeça na almofada, bem à noitinha. Ou enquanto escrevo. Como é o caso, pronto. 

Ai como eu gostava de saber lidar com as saudades de outra forma. Como eu gostava de fazer parecer tudo mais fácil. Por ti, por mim e por ela. Por todos. Mas eu sou assim. Sempre fui. E na verdade, chorar ajuda-me. Não sei explicar como. Mas fico tão mais aliviada. Tão mais leve. E a Maria hoje está a contribuir imenso para que eu me acalme. Ainda dorme.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Com 2 anos e já me fez corar


Há uns meses atrás...

- Mamã, olha um porquinho...
- Onde, filha?

Eu a conduzir e a Maria, como sempre, na sua cadeira, no banco traseiro.

- Ali, mamã 

Indicando, com o dedo, o famoso mealheiro Agatha Ruiz de la Prada by BES Junior.

- É mesmo, filhota. Que giro!




A semana passada, exactamente no mesmo sítio...

- Mamã, olha um macaco...
- Onde, filha? 

Enquanto reparava na janela onde continuava o porquinho BES Junior, ela responde...

- No meu dedo!

Acabadinho de sair do nariz.

(...)

Hoje, mas noutro banco...

Se até há bem pouco tempo fazia tudo com a Maria, agora está a tornar-se bastante complicado, sobretudo quando se trata de assuntos sérios e que merecem ser tratados com alguma calma e muita atenção. Ela não pára um segundo, recusa colo e na maior parte das vezes só sossega se puder mexer em tudo o que está ao seu alcance. Mas, na verdade, ela continua a acompanhar-me para todo o lado. E hoje, não foi excepção. A ida ao banco foi marcada, uma vez mais, por uma conversa entre mim e o gestor de conta enquanto a menina mais gira e mais traquina que eu conheço mexericava a secretária de um outro funcionário do banco que se encontrava de férias. Eu fiquei preocupada e insisti em tirá-la dali, mas ele entendeu não haver problema e era uma forma de a manter serena. Tão serena que até me esqueci dela por uns segundos. Assim que resolvi chamar por ela, não tanto por ter concluído a conversa, mas sim porque me estava a preocupar o seu silêncio, não vejo sinal da Maria.

- Maria?
- Maria, Maria?
- Maria, onde estás, filha?

A agência é pequena. Apenas estavam dois funcionários a trabalhar, um dos quais, o que conversou comigo, dava ordem de abertura da porta da entrada, a cada toque da campainha. Enquanto lá estive, não entrou ninguém. Ora, se não entrou nem saiu ninguém, ela tinha que estar por ali a fazer asneiras... Se, apesar de ter dois pisos, a Maria não desceu as escadas... onde se enfiaria ela? Ao ver-me visivelmente assustada, diz um funcionário, da sua secretária "Ela estava aí entretida". Voltei à secretária onde tinha estado e a Maria estava escondida, algures entre a cadeira e a mesa...
... a escovar os dentes! Morri de vergonha, de susto e sem saber o que fazer peguei nela ao colo, para fugir dali. Desejei que ninguém tivesse visto e perguntei, sem querer ouvir a resposta, "Maria, o que estavas a fazer?!" e ela disse, super entusiasmada "A lavar os dentes". Com uma escova de dentes de um funcionário que por acaso está de férias e que quando chegar vai achar, no mínimo, estranho encontrar a sua escova dentífrica aos pés da secretária. 
Nós já explicámos mil vezes que só se usa a nossa escova. Que cada um tem a sua e não se pode usar a dos outros. Mesmo assim, é vulgar assistirmos a cenas semelhantes, em que a Maria quer usar a do pai ou da mãe. Talvez por serem maiores, não sabemos. Mas daí até descobrir a escova de dentes de um funcionário do banco e não hesitar... Já em casa perguntei:
 -Maria, onde estava aquela escova dos dentes?
- Na gaveta, mamã.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Assim está muito melhor

Não tenho escrito com a mesma regularidade que escrevia há uns meses atrás. A minha assiduidade não vai além de uma visita diária, mesmo aos meus blogues preferidos. Decidi que o portátil, ainda que portátil, não deve sair do escritório. Morou algum tempo no balcão da cozinha e, nessa altura, a qualquer momento abria uma página. Lia de tudo um pouco e divagava imenso. Se umas coisas me inspiravam, outras deixavam-me ansiosa, nervosa e desanimada. Considerei que a melhor forma de tirar partido da internet em geral e da blogosfera em particular era uma visita diária, se se proporcionasse e se me apetecesse. E assim tem sido. Visito os meus blogues preferidos, com regularidade, embora seja regrada nos comentários e escrevo no Trinta nos dias em que me apetece muito. Ou para registar um momento que quero muito relembrar futuramente ou porque sinto muita vontade em partilhar algo. Ou simplesmente porque sim. Porque gosto e pronto. Esta foi a melhor forma de eu tirar partido do meu blogue (e da blogosfera em geral). Menos visitas ao facebook, menos blogues e mais tempo útil, mais felicidade, mais parque, mais biblioteca, mais leitura, mais séries, mais passeios e... o mais importante... mais partido da miúda mais gira desta casa.


E porque falei num dos meus blogues preferidos, devo aproveitar a ocasião para dar os parabéns à M pela simplicidade e humildade. Pela paixão pela fotografia (e que bem que sabe apreciar cada foto tua). Pela lufada de ar fresco que transmite. Pela boa disposição e pensamento positivo. Como eu gosto de te ler. Como escreves bem. Como sabes apreciar cada momento da vida. Como eu adoro quando me escreves. Sabes que comprei um jacinto há dias?! Inevitavelmente lembrei-me de ti. A tua imagem de marca. E uma das minha flores preferidas, descoberta muito recentemente. Um beijinho, L.