terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Em suma

Dava a vida pela minha filha.
Não sei o que seria de mim sem a minha mãe.
Já sinto saudades da pessoa mais importante da minha vida apenas por saber que tenho menos de 24 horas ao seu lado. As saudades vão apertar. Muito. As lágrimas, essas, vão cair sem dó nem piedade, sempre que eu estiver sozinha. De preferência enquanto conduzo ou deito a cabeça na almofada, bem à noitinha. Ou enquanto escrevo. Como é o caso, pronto. 

Ai como eu gostava de saber lidar com as saudades de outra forma. Como eu gostava de fazer parecer tudo mais fácil. Por ti, por mim e por ela. Por todos. Mas eu sou assim. Sempre fui. E na verdade, chorar ajuda-me. Não sei explicar como. Mas fico tão mais aliviada. Tão mais leve. E a Maria hoje está a contribuir imenso para que eu me acalme. Ainda dorme.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Com 2 anos e já me fez corar


Há uns meses atrás...

- Mamã, olha um porquinho...
- Onde, filha?

Eu a conduzir e a Maria, como sempre, na sua cadeira, no banco traseiro.

- Ali, mamã 

Indicando, com o dedo, o famoso mealheiro Agatha Ruiz de la Prada by BES Junior.

- É mesmo, filhota. Que giro!




A semana passada, exactamente no mesmo sítio...

- Mamã, olha um macaco...
- Onde, filha? 

Enquanto reparava na janela onde continuava o porquinho BES Junior, ela responde...

- No meu dedo!

Acabadinho de sair do nariz.

(...)

Hoje, mas noutro banco...

Se até há bem pouco tempo fazia tudo com a Maria, agora está a tornar-se bastante complicado, sobretudo quando se trata de assuntos sérios e que merecem ser tratados com alguma calma e muita atenção. Ela não pára um segundo, recusa colo e na maior parte das vezes só sossega se puder mexer em tudo o que está ao seu alcance. Mas, na verdade, ela continua a acompanhar-me para todo o lado. E hoje, não foi excepção. A ida ao banco foi marcada, uma vez mais, por uma conversa entre mim e o gestor de conta enquanto a menina mais gira e mais traquina que eu conheço mexericava a secretária de um outro funcionário do banco que se encontrava de férias. Eu fiquei preocupada e insisti em tirá-la dali, mas ele entendeu não haver problema e era uma forma de a manter serena. Tão serena que até me esqueci dela por uns segundos. Assim que resolvi chamar por ela, não tanto por ter concluído a conversa, mas sim porque me estava a preocupar o seu silêncio, não vejo sinal da Maria.

- Maria?
- Maria, Maria?
- Maria, onde estás, filha?

A agência é pequena. Apenas estavam dois funcionários a trabalhar, um dos quais, o que conversou comigo, dava ordem de abertura da porta da entrada, a cada toque da campainha. Enquanto lá estive, não entrou ninguém. Ora, se não entrou nem saiu ninguém, ela tinha que estar por ali a fazer asneiras... Se, apesar de ter dois pisos, a Maria não desceu as escadas... onde se enfiaria ela? Ao ver-me visivelmente assustada, diz um funcionário, da sua secretária "Ela estava aí entretida". Voltei à secretária onde tinha estado e a Maria estava escondida, algures entre a cadeira e a mesa...
... a escovar os dentes! Morri de vergonha, de susto e sem saber o que fazer peguei nela ao colo, para fugir dali. Desejei que ninguém tivesse visto e perguntei, sem querer ouvir a resposta, "Maria, o que estavas a fazer?!" e ela disse, super entusiasmada "A lavar os dentes". Com uma escova de dentes de um funcionário que por acaso está de férias e que quando chegar vai achar, no mínimo, estranho encontrar a sua escova dentífrica aos pés da secretária. 
Nós já explicámos mil vezes que só se usa a nossa escova. Que cada um tem a sua e não se pode usar a dos outros. Mesmo assim, é vulgar assistirmos a cenas semelhantes, em que a Maria quer usar a do pai ou da mãe. Talvez por serem maiores, não sabemos. Mas daí até descobrir a escova de dentes de um funcionário do banco e não hesitar... Já em casa perguntei:
 -Maria, onde estava aquela escova dos dentes?
- Na gaveta, mamã.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Assim está muito melhor

Não tenho escrito com a mesma regularidade que escrevia há uns meses atrás. A minha assiduidade não vai além de uma visita diária, mesmo aos meus blogues preferidos. Decidi que o portátil, ainda que portátil, não deve sair do escritório. Morou algum tempo no balcão da cozinha e, nessa altura, a qualquer momento abria uma página. Lia de tudo um pouco e divagava imenso. Se umas coisas me inspiravam, outras deixavam-me ansiosa, nervosa e desanimada. Considerei que a melhor forma de tirar partido da internet em geral e da blogosfera em particular era uma visita diária, se se proporcionasse e se me apetecesse. E assim tem sido. Visito os meus blogues preferidos, com regularidade, embora seja regrada nos comentários e escrevo no Trinta nos dias em que me apetece muito. Ou para registar um momento que quero muito relembrar futuramente ou porque sinto muita vontade em partilhar algo. Ou simplesmente porque sim. Porque gosto e pronto. Esta foi a melhor forma de eu tirar partido do meu blogue (e da blogosfera em geral). Menos visitas ao facebook, menos blogues e mais tempo útil, mais felicidade, mais parque, mais biblioteca, mais leitura, mais séries, mais passeios e... o mais importante... mais partido da miúda mais gira desta casa.


E porque falei num dos meus blogues preferidos, devo aproveitar a ocasião para dar os parabéns à M pela simplicidade e humildade. Pela paixão pela fotografia (e que bem que sabe apreciar cada foto tua). Pela lufada de ar fresco que transmite. Pela boa disposição e pensamento positivo. Como eu gosto de te ler. Como escreves bem. Como sabes apreciar cada momento da vida. Como eu adoro quando me escreves. Sabes que comprei um jacinto há dias?! Inevitavelmente lembrei-me de ti. A tua imagem de marca. E uma das minha flores preferidas, descoberta muito recentemente. Um beijinho, L.


A culpa é da foca bebé

Comecei por ler duas histórias e na primeira noite, sem chupeta, até abri excepção a uma terceira, sendo que o "Principezinho" era de leitura obrigatória. SEMPRE. Mas há noites em que a Maria pede mais, mais e mais. Eu quase a morrer de sono e ela a pedir para eu continuar. Em determinadas situações entende que a mamã fica cansada e então pede um livro para ela ler. Folheia os livros e lê à sua maneira. Uma maneira que me deixa quase a dormir, de sorriso nos lábios, ou então desperta em mim uma gargalhada capaz de acordar vizinhos! 
Há dias foi assim.


Depois de eu ler O Principezinho; O Capuchinho Vermelho e Os Três Porquinhos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As duas numa de mimo ♥

Alguns dos hábitos da Maria, enquanto bebé, mantêm-se ainda aos dois anos, vinte e sete meses para ser precisa. Bebe o biberão de leite antes de deitar; adormece no carro e em determinadas noites decide acordar mais do que uma vez. Bastou uma semana com febre, tosse e vómitos à mistura, para reforçar as doses de mimo. Saltar para a cama da mãe e... adormecer ao colo. A sesta de hoje começou no carro. Do carro, para a cama. Menos de uma hora na cama e o intercomunicador começa a música do costume "Mamãaaaa" mas melodiosamente acompanhada de um choro que se percebe que ainda é de sono. Da cama e do quarto, para o colo, no escritório. E já lá vão duas horas e meia e um braço dormente; e uma mão cansada de teclar sozinha


E eu questiono-me muitas vezes se não serei demasiado permissiva. Se por um lado se fala tanto da importância das regras, porque é que eu pontualmente me esqueço delas. Para depois ficar a cismar no "e assim estraguei tudo. Ela que até já estava habituada a..."
Mas também penso muitas vezes no facto de daqui a pouco tempo (e é mesmo pouco tempo porque no que respeita ao crescimento das crianças somos unânimes em dizer que "o tempo voa"), a Maria dispensar adormecer assim e eu  recordar o bom que foi adormecê-la assim, sem ousar lamentar não o ter feito no momento certo. 
E se há dias que me preocupa o tempo que estou a dar colo porque tenho mil coisas para fazer, hoje não é um desses dias. Hoje algo me dizia que a tarde seria assim, de mimo. ♥ 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Maria e os cães

Têm pouco mais de um mês e fazem as delícias da Maria.
Temos 2 para dar.


Ainda quer distância da mãe (grandalhona Kimba).  Mas dos pequeninos é abraços, mimos e beijinhos. Há dias, enquanto nos despedíamos dos meus pais, a Maria preparava-se para os beijar. Percebi isso assim que a vi baixar-se e intervi a tempo.  Antes de sair faz-lhes sempre uma festinha e fala com eles como se de pessoas se tratassem. Diz-lhes "Até amanhã", mesmo que o amanhã seja só "daqui a três, quatro ou cinco dias".  Pergunta por eles ao telefone e quer comer a sopa na varanda, para os poder ver. Uma aproximação que eu não tive [pelo menos nesta idade]. É bonito de se ver. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O chamado EFEITO BRUFEN


A Maria, durante esta tarde...

Sentada no sofá, a olhar para a televisão, quase de olhos fechados, sem dizer uma palavra e a recusar tudo (brincar, comer, falar, dormir...).
Muda da fralda e termómetro no rabo. Trinta e oito ponto sete! E uma mãe aflita (mais uma vez). E desesperada e a querer bater, com muita força, neste desconhecido que por vezes decide aparecer e dar o ar da sua graça. Uma colher de brufen e outra de Fluimucil. Ela gosta tanto de xaropes que quando acabar os frascos acho que os encho de água. 

Uma hora depois... 

Enquanto eu preparo o lanche ouço "Mamã, mamã" e eu feliz, ainda sem olhar para o lado e a pensar "alto lá que isto agora já está a ficar mais normalzinho" viro a cabeça e quase desmaio tal é a risota depois de ver esta cara em jeito de FOTOGRAFA-ME!!! 

É o chamado EFEITO BRUFEN!!!
Ah, o pseudo colar é... um terço.




Andamos nisto dos termómetros, nebulizações, xaropes e afins, desde sábado. Domingo à noite só conseguimos descer a febre com um banho. Esta noite (2h30) os históricos 39.3º deixaram-me de coração apertado. De manhã decidi que o melhor seria fazer uma visita ao avô. Saímos de lá com antibiótico. E eu (que não percebo nada do assunto) dou até sábado para ver este bicho a milhas. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Datas





Faz hoje vinte e sete meses. Um mês que deixou a chupeta e um dia que cortou o cabelo como gente grande. Cada vez mais crescida e eu cada vez mais apaixonada, mais babada, mais orgulhosa [vaidosa] e inteiramente grata por vê-la crescer assim, FELIZ. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Hoje escrevi isto... porque sim

Quando a nossa realização passa pelo deslumbramento de olhares indescritíveis e pela admiração de sorrisos inimitáveis é perfeitamente normal que não pensemos nem desejemos MAIS NADA .



Esta é totalmente dedicada ao homem da nossa vida, o papá/marido. A surpresa aconteceria daqui a um mês. Se eu fosse pessoa para esperar. Não consigo guardar segredos que fazem pessoas felizes! LY . 

sábado, 5 de janeiro de 2013

E tu, já comeste sopa hoje?

Puzzles, legos, casinhas, cozinhas e bonecas. Carrinhos de bebé, histórias, túneis e bolas. Motas e baloiços. Desenhos e pinturas. Teatro de fantoches.  


- Cozinha: Imaginarium  
2 - Máquina de café: Imaginarium
3 - Pano de cozinha: Saídos da Concha 
4 - Bimby toy: Vorwerk   
5 - Pizza: Imaginarium  
6 - Conjunto de tachos: Imaginarium
7 - Serviço de chá - Imaginarium 
8 - Copos de plástico: Ikea  
9 - Cesto de legumes: Ikea 
  




O quarto dos brinquedos (Toys"R"Us em ponto pequeno, diz o pai) tem de tudo um pouco e a Maria vai fazendo de tudo um pouco, também. De preferência, acompanhada. Todavia, a sua grande paixão, sobretudo nos momentos em que brinca sozinha é a cozinha. Aqui ela faz chá, assa peixinho no forno e lava a loiça. Actualmente também faz café e não há um único dia nesta casa, sem sopa.


É muito interessante ver como a Maria reproduz tudo aquilo que vai aprendendo com os adultos, especialmente comigo, que é com quem ela passa a maior parte do seu tempo. Sem que ninguém lhe ensinasse, começou por simular que temporizava o micro-ondas, carregando nos botões (é o que eu faço sempre que aqueço leite, por exemplo). Depois, o peixinho assado no forno (o seu prato preferido). Os tachos em cima do fogão raramente são usados. Facilmente percebemos que tinha a ver com o facto deste fogão não ser parecido com o nosso. Levou algum tempo a identificá-lo como tal. Sempre que tira café serve apenas o papá (foi-se apercebendo ao longo dos tempos que a mamã não bebe café). Todos os dias faz sopa e segue os passos necessários para ligar a bimby. Usa a espátula e não esquece a tampa protectora do copo da máquina. Quando termina é a primeira a provar. Escolhe os ingredientes mais apreciados à confecção de uma deliciosa pizza e corta-a com o instrumento apropriado. E eu fico completamente rendida a tanta sabedoria e ao mesmo tempo a desejar que tal curiosidade e admiração pela cozinha não acabem. Assim, dentro de meia dúzia de anos terei a vida mais facilitada. Será?! Brincadeirinha, confesso que dá gosto vê-la crescer assim, brincando e aprendendo de uma forma educativa e colaborante. Ultimamente não posso, ainda que queira, tirar a loiça da máquina de lavar, sozinha. Ela faz questão de ajudar. A cada peça que tira da máquina diz o nome e caso não saiba, pergunta. 


Fala pelos cotovelos e é curiosa que se farta. Mas eu gosto dela, cada vez mais, assim .




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dez dias depois...

E já passaram dez dias. Dez dias em que o Pai Natal passou por cá. Dez dias em que a minha árvore de Natal se encheu de presentes e dez dias, sem chupeta. 


Desde a manhã de Natal que a Maria não tem chupeta. Já aconteceu ver uma bebé de sete meses e ficar a olhar, com admiração. Aproximou-se dela e disse-me baixinho "Mamã, ela tem chupeta". Eu expliquei que era uma bebé (...) compreendeu e pareceu aceitar. Entretanto, numa festa de aniversário, a Maria avistou uma chupeta pendurada num carrinho de bebé e não o largou mais até conseguir deitar a mão à chupeta. Aqui o procedimento foi diferente. Não havia muitas explicações a dar, uma vez que aquela chupeta pertencia a uma menina quase do seu tamanho. Mais tarde, outra menina, por sinal mais velha que a Maria, também de chupeta, fez-me correr até ela e distraí-la com tudo o que tinha à sua volta... a determinada altura percebemos que explicações como "O Pai Natal levou para outros bebés, mais pequeninos" deixam de fazer sentido. Tirando estes dois episódios, a Maria não fala nem pede a chupeta. Continua bem disposta, a dormir a noite toda e a exigir, desde o Dia de Natal que eu lhe leia  O Principezinho (e outra história, à sua escolha) ao deitar. Ainda não tive o prazer de a ver adormecer enquanto leio. Pelo contrário, assim que a história termina ela pede imediatamente outra. Geralmente só lia uma história à Maria. Mas desde a primeira noite, sem chupeta, que abri excepção e passei a ler duas. Desde esse dia que O Principezinho é leitura obrigatória e a outra história varia, conforme a escolha da Maria. 


«Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas.»



Boas leituras.
 Bom fim de semana.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 ✰✰✰ 2013


Ver a minha filha crescer com saúde, a sorrir todos os dias, a fazer da nossa família uma família ainda mais bonita e a dar-nos a  força que precisamos para ultrapassar qualquer obstáculo foi o melhor de 2012. Que o Novo Ano me [noscontemple do mesmo [e que a nossa estrelinha da sorte ilumine todas as decisões de 2013]✰ 

Bom Ano!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Adeus, chupeta!

Menina crescida.  Adeus, chupetas! O Pai Natal levou-as na noite de Natal e em troca deixou presentes. A mãe da Maria quer o Pai Natal de volta para uma explicação: Onde está a minha bebé? 

Tal como planeado, na noite de 24 de Dezembro deixámos a caixinha das chupetas debaixo da árvore de Natal. A Maria ficou apenas com uma, para dormir. Chupeta essa que na manhã de Natal também desapareceu. Magia, dizem os papás! Além da caixa das chupetas, preparámos um lanche para o Pai Natal.  Colocámos mais lenha na lareira e fomos dormir. Leu-se uma história e apagaram-se as luzes. Diz quem sabe que o Pai Natal gosta de silêncio, escuro e de aquecer os pés à lareira. 


Foi das melhores manhãs de Natal a que assisti. A Maria acordou muito bem disposta (como é habitual) e eu disse-lhe que achava que o Pai Natal tinha passado por nossa casa. A caneca do leite estava vazia, as bolachas tinham desaparecido, a caixinha das chupetas também. Mas  havia muitos presentes debaixo da árvore de Natal. Começou por comprovar que a caneca do leite tinha desaparecido e acrescentou que o Pai Natal era lambareiro porque tinha colocado chocolate no leite (havia vestígios).    


Depois foi espreitar a árvore e ficou deslumbrada.


Mas a grande surpresa foi quando percebeu que o Pai Natal lhe deu tudo o que ela havia pedido na carta ao Pai Natal (queijinho, uma barrita kinder, uma garrafa de água e uma camisola preta).



No dia de Natal, 25 de Dezembro, a Maria fez 26 meses. Dificilmente esqueceremos que deixou a chupeta numa data tão importante e memorável. A princípio sentia-me muito ansiosa e receosa. Hoje, ainda a medo, admito que foi mais fácil do que imaginei. Já aconteceu dizer "mamã, a chupeta?" e eu fiz de conta que não ouvi e perguntei "Desculpa, não ouvi filha" e ela riu-se e disse "A chupeta, mamã. O Pai Natal levou, pois foi?" Substitui as chupetas pelos brinquedos. Dorme com um coelhinho que trouxe de Londres (comprei na GAP, mas há iguais na Zara Home), adormece no carro dando colo a um dos seus mil nenucos e basicamente não sai de casa sem um brinquedo. Percebi que sente falta de "algo", mas também percebi que ela própria faz questão de não falar disso. 
Uma confidência: há dias segredei ao meu marido o facto de ainda não me ter conformado com a ideia da Maria ter deixado a chupeta. Fazia dela mais bebé e disso começo seriamente a sentir saudades.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quando se acredita é ainda mais bonito ♥

Hoje, a Maria encontrou o trenó do Pai Natal. Não encontro palavras para descrever o entusiasmo sentido [pelas duas]. Obrigou-me a ficar ali uma boa meia hora à espera dele. E eu fiquei e gostei. Gostei de a ver feliz, entusiasmada, divertida. Gostei de sentir a magia do Natal ali tão perto. Gostei da adrenalina dos cinco dias que antecedem o 25 de Dezembro e gostei de perceber que quando se acredita é ainda mais bonito ♥







quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

De nossa casa


E cada dia que passa gosto mais de viver aqui. Entrar nesta pequena cidade e ver este pinheirinho, que só é de Natal há pouco mais de duas semanas, é altamente motivante. Prova que a luz que nos ilumina, todos os dias, é dos bens mais valiosos que temos. Transforma qualquer beicinho num lindo sorriso e traz algo de mágico nesta quadra que tem muito de especial. Confesso que hoje adormeci a Maria saindo à rua, de carro, para mostrar pela enésima vez, a iluminação de Natal. Ainda dorme. E tenho a certeza que sonha coisas bonitas, cheias de luz, cor e magia. Natal também é isto: a iluminação lá fora e o quentinho da lareira, cá dentro. Bons sonhos, um chá e duas de conversa, no sofá. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dar graças: eu dou!

Pontualmente dou graças. É mais frequente fazê-lo quando me sinto mais deprimida. As chamadas depressões de 24h de que a Magda falou no seu último workshop "A arte e a ciência de educar crianças felizes". Nestas situações é comum lembrar-me que há sempre alguém pior do que eu, que tenho saúde, uma filha linda e saudável como todos os pais desejam ter, uma casa, enfim. Nunca registei este acto de gratidão, sempre o fiz em pensamento. Mas hoje apeteceu-me fazê-lo. Apeteceu-me dar graças por estar viva. Por estar a viver mais um Natal, bem perto das pessoas mais importantes para mim. Por estar vinte e quatro horas por dia com a minha filha, ainda que esta possibilidade reflicta em si o facto de estar desempregada. Poder dar-me ao luxo de a ver crescer a cada segundo, aprender a gerir as suas birras, a dizer não no momento certo. Perceber quando é altura de ceder aos seus desejos e saber  contrariar no momento mais oportuno. Sorrir muito e dizer sim, sempre que se justifique. Apreciar cada palavra nova, observar os diferentes sorrisos, dos mais genuínos aos da asneirada. Aumentar, todos os dias a reciprocidade do amor que nos une, da necessidade recíproca de estarmos juntas e de como é bom ter uma família. 


Identifico-me bastante com a máxima de que as coisas não acontecem por acaso e considerando, a cada dia que passa, que ser mãe é a realização de um grande sonho,  das coisas mais maravilhosas, das coisas que maior prazer me dão, das coisas que faço com maior orgulho e que, embora haja um ou outro dia de maior cansaço associado, jamais direi "Nunca mais é sexta feira" ou "Oh não, hoje é segunda feira!" então hoje é dia de dar graças por poder estar desempregada.

[E não estou com a chamada depressão de 24h. Apenas decidi seguir o conselho da Magda e como ainda não tenho o bloco que irá servir de diário à minha acção de graças, aproveitei para registar aqui]

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Foi há 4 anos

Foi algo com que sempre sonhei, sobretudo durante os nove anos que antecederam este lindo dia.
Dois anos depois nasceu a Maria.
E hoje sinto-me especialmente feliz. Desejo que esta felicidade me [nos] acompanhe pela vida fora e desta forma proporcione os melhores e mais bonitos sorrisos, a nós e à nossa querida filha.





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Back to London #2

Está muito frio, mas não tem chovido. Devidamente agasalhados é um prazer passear pelas ruas de Londres.


A notícia que está na ordem do dia é o internamento de Kate Middleton, por fortes náuseas. Esta manhã, enquanto passeávamos deparámo-nos com dezenas de fotógrafos e câmaras de filmar. Um aparato que contava com televisões de todo o mundo. Minutos depois percebemos que se tratava do hospital King Edward VII, onde a princesa se encontra internada. Mas a verdadeira notícia tem a ver com o facto de uma enfermeira do referido hospital ter dado informações, por telefone, ontem de manhã, a uma senhora que se fez passar pela rainha Isabel II. O telefonema tem a sua piada, mas esta falsa chamada pode custar caro aos que nela estão implicados.


Descobri ainda que o apresentador do Janela Indiscreta, o meu conterrâneo e simpático Mário Augusto, também se encontra por estes lados e amanhã irá entrevistar o elenco do filme "Os miseráveis". Quanto a nós, amanhã espera-nos um dia importante (afinal o marido veio em trabalho) e faz hoje quatro anos que pedi à minha mãe para dormir comigo (vergonha, qual vergonha?!). Era a véspera do meu casamento.


[Morro de saudades da Maria. Estou sempre a falar dela, a contar ao pai coisas que já havia contado mil vezes e sinto a minha voz tremer, cada vez que a ouço ao telefone.]

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bom fim de semana!

Há quase uma semana sem escrever, sem publicar e sem partilhar. Não é meu hábito, mas o impedimento temporário (espero eu!) de publicar fotografias obrigou-me a uma pausa no que ao blogue diz respeito. Mesmo depois de ter eliminado alguns textos mais antigos e bastantes fotografias, a mensagem continua a ser a mesma (Ups! Não tem mais espaço. Atualmente, está a utilizar 100% da sua quota de 1 GB para fotografias. Actualize o armazenamento). No entanto, e sem fotografias (ohhhh) devo dizer que o workshop de que tanto falei foi excepcional, em todas as vertentes.  Pelo convívio, pela partilha de experiências relacionadas com a educação dos filhos, pelas dicas, conselhos e estratégias transmitidas e acima de tudo por tudo o que aprendi. ADOREI.
E ainda sem fotos (Ohhh), pretendo agradecer toda a atenção, simpatia e eficiência dispensados na confecção de um paninho muito especial, para a cozinha da Maria. A Constança é uma pessoa CINCO ESTRELAS. Adorei conhecê-la. Uma coisa é ler e comentar o seu blogue, outra coisa (bem melhor) é trocar emails e receber, em casa, uma encomenda de sonho,  com um cartãozinho personalizado, escrito à mão, como eu gosto. Vê-se bem que faz tudo com amor e dedicação (a fita do embrulho é clara «made with love»). Mais uma vez Obrigada, Constança. És uma querida.

A seis dias de comemorar um dia muito especial na minha vida (Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida) e a quatro dias de regressar a uma cidade que adoro. Mal posso esperar por ver como está a menos de um mês do Natal.  
A ver se depois duma semana que se espera especial, consigo a tão desejada publicação de fotos.
E porque os fins de semana sabem ainda melhor quando se aproxima o Natal, bom fim de semana!