segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Como é possível?"

O pior ainda estava para vir. Num abrir e fechar de olhos a pequena traquina de quem eu adoro falar aqui, virou o balde da água onde eu enxaguava a cada segundo que passava o meu incansável trapo  de limpezas. 



À medida que ia limpando ia percebendo a quantidade de objectos encharcados de shampoo e a quantidade de estragos feitos num curto espaço de tempo. Ah, também ia dizendo para mim mesma "Como é possível?" e como se não bastasse também ia ouvindo em jeito de eco "Como é possível?" E por esta altura não sabia qual seria o melhor remédio, se rir ou chorar. Por isso continuei a limpar.


O envelope que guardava um postal oferecido pela maternidade aquando do nascimento da Maria. A minha sorte foi ter guardado mais três num outro local.
A minha caderneta de saúde da gravidez, a qual ainda se encontrava guardada juntamente com o boletim de saúde da Maria, numa carteirinha especial.
Os laços que foram atingidos com shampoo. Depois de lavados e secos reparei que danifiquei um deles, por sinal um dos meus preferidos.
Começo a pensar seriamente que me precipitei  e que a minha filha até era menina para ter limpo tudo sozinha.


Balde/esfregona e aspirador - presentes de aniversário



Vou seguir à risca esta etiqueta, para lavar a carpete. Só assim poderei garantir que a mesma fica como quando foi comprada



Resumindo, uma tarde sem controle de esfíncteres. Como se eu conseguisse tomar conta de todos estes recados em simultâneo! Uma tarde enfiada no quarto dos brinquedos que é o sonho de ma petite fille. Uma tarde sem dormir, mas um dia com direito a banho às 18h30, jantar às 18h45 e sono da noite com início às 20h00. Resta saber quanto tempo durará este sono completamente vencido pelo cansaço da asneira. Adormeceu ao meu colo, abraçada ao meu pescoço e com a cabeça apoiada no meu ombro esquerdo. E eu sorri. Como é possível?

À Nª Srª da Paciência: obrigada!

E foram só 10 minutos. Dez minutos. Eu preparava a sopa e tirava uma máquina de louça e ela insistia comigo do seu quarto de brincar "A Maria está a limpar". Os sons vindos do quarto eram exactamente iguais aos que estou habituada a ouvir. Um puzzle a desmontar-se; bonecas a chorarem; legos a caírem ao chão; sons de animais de jogos de encaixe; chávenas a cintilarem...
Há mais ou menos uma hora que limpo, limpo, limpo, limpo e limpo um quarto que se dizia de brincar. Um shampoo de 500 ml virou detergente à luz dos olhos da minha filha e eis que quanto mais limpo mais espuma vejo à minha frente. O desespero maior já passou, mas a loucura da confusão de brinquedos misturados e espalhados pelo chão, a caixa dos laços do cabelo virada do avesso e os laços a colarem uns nos outros tal foi a quantidade de shampoo despejada em cima, mil toalhetes encharcados de shampoo e que serviram para a pequena limpar o seu quarto de brincar que por sinal até tem uma cozinha e um serviço de chá, os bancos e a mesa cobertos de shampoo, os cestos das fraldas com os forros verdes, a carpete completamente besuntada e uma mãe a abrir portas e janelas e a assoalhar o seu belo, encantado e perfumado lar, num dia lindo de sol. 
Ter crianças também é isto. Valha-me minha nossa senhora da Paciência. Um dia vou até ti, a pé de joelhos. Ai vou vou.
O condicionador já estava aberto e o hidratante ia pelo mesmo caminho.
Se tudo isto estava ao seu alcance? Eu achava que não. Jamais imaginava que ela se lembrasse de retirar todos os brinquedos de cima da estante e fizesse desta uma escada para se pôr em cima da cómoda onde permaneciam vários cestos, cada um com produtos de higiene pessoal, fraldas e laços do cabelo.
Como disse, o maior desespero já passou. Ao perguntar-lhe se colocou na boca disse-me "Não, mamã. Não é bom, não é bom, mamã". 
Bem, depois desta pausa em forma de desabafo, vou até ali continuar o limpanço que ainda está longe de ficar como acordou.

O lado bom dos doces

Se por um lado é verdade que já não vivo sem ela, por outro lado também é verdade que se passou a consumir um maior número de doces nesta casa. São bons, ficam sempre muito bonitos  e mais importante, sabemos sempre o que estamos a comer. Não cozinho exclusivamente na bimby, mas confesso que esta cozinha já não seria a mesma sem ela. 
Sexta-feira o tempo pedia e obrigava a um programa mais caseiro. Fazer um bolo é, para mim, um momento delicioso, animado e um sério convite à boa disposição. É sinal de festa, ainda que sem velas e "Parabéns a você". Certo é que a Maria ainda olha para os bolos e imagina-se novamente a fazer anos. Lá coloquei uns adereços festivos e duas velas. Afinal, esperávamos duas amigas para jantar que ainda não haviam cantado connosco os "Parabéns a você".
Este bolo foi feito com o propósito de servir de sobremesa a um jantar especial. No entanto, é uma excelente ideia para se fazer numa tarde sem grandes iniciativas, programas ou saídas. Faz-me lembrar a minha infância e os dias especiais em que a minha mãe se aventurava durante uma boa parte da tarde, a mostrar-me como se separavam as gemas das claras e como se transformavam as simples claras nas famosas claras em castelo. 
A Maria acompanhou este bolo, passo a passo. Pedia que a deixasse mexer e eu expliquei que a bimby mexia sozinha. Mas permiti que acrescentasse alguns ingredientes, como o açúcar, o chocolate em pedaços. E assim nos despedimos de mais uma semana e demos início a um fim de semana também muito caseiro. O sábado com a piscina de manhã. À tarde estava previsto assistirmos às Canções da Maria mas desistimos porque pelo caminho a pequena M adormeceu e então voltámos para casa. O domingo teve direito a mais um filme, um brunch e a companhia de amigos excepcionais.





Boa semana!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ideias!

Hoje começamos assim. Com chamadas de atenção aos prazos de validade. Assim ganhamos todos. Não há cá ninguém a beber iogurtes fora de prazo e não há cá ninguém com o coração apertado por ter de colocar os ditos iogurtes, há muito fora de validade, no lixo.
Bom dia!




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Para amanhã não sei

A essência deste feriado custa-me. Sempre me custou. Há já uma boa meia dúzia de anos que não ponho os pés no(s) cemitério(s). Tenho para mim que as visitas a este local de culto são bem mais viáveis e sinceras em dias menos frequentados. Curiosamente este ano estou com vontade de dar lá um saltinho. Só se não chover, o que por sinal é muito raro neste dia. E a acontecer será mais ou menos nestes moldes Em nome do Pai e um beijinho a uma tia avó que não vejo desde o ano passado; do Filho e outro beijinho ao marido da tia avó; do Espírito Santo e eis que alguém se lembra de perguntar "Então, para quando um irmão para a Maria?!" Amén e vamos embora preparar os enfeites de Natal porque por esta altura as conversas resumem-se às flores raras da campa X, ao arranjo floral caríssimo, da campa Y e quem a viu e quem a vê e não sei quem já anda de cor e ainda lhe faleceu não sei quem há menos de meio ano e olha aquela que magra e olha aquelas botas, este ano é o forte. 
Ou isto ou ficar todo o Santo dia em casa, em modDolce Far Niente. Ah, e correr também não seria má ideia.
Agora toca lá vestir algo decente, pôr um big laço na cabeça da pequena M e proporcionar-lhe mais um momento de diversão, no aniversário da pequena L. Enquanto isto, pai e tio vão-se divertir por aqui.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

KEEP CALM AND EAT CHEETOS

Já vos falei da minha aptidão estúpida para comer asneira quando estou aborrecida?! Bem às escondidas, [ai de mim se dava disto à minha filha. Estou aborrecida mas não estou doida] enfardei um pacote de cheetos com cerca de 130g, o que corresponde mais ou menos a 700Kcal e não sei quanta gordura e peso na consciência. O mais ridículo ainda é que nem gosto disto assim, desta forma gulosa de comer como se fosse o melhor dos pitéus.  
De maneiras que hoje é melhor não se chegarem perto, não falarem, pedirem opiniões ou até telefonarem. Que ninguém se chegue para desafiar e muito menos contrariar. Não estive presa no trânsito, não choveu o dia todo nem tenho a boneca doente.
Comprei um disco externo. Li as características do mesmo, pedi ajuda a um funcionário e reli novamente as características, de maneira a assegurar a compatibilidade com Macbook. Estava fascinada com a possibilidade de guardar aqui todas as minhas recordações fotográficas. O medo de as perder é tanto que além de as ter no computador, o qual vai gemendo dia após dia com falta de espaço, guardo-as ainda num outro disco externo, mas que além de fotos tem mais ficheiros, nomeadamente de trabalho. Sendo assim, a nova aquisição diz-se não poder ser alterada a cada tentativa que faço de enviar para lá uma foto, uma única foto. O marido disse (e muito bem) quase em jeito de ralhete que devia ter falado com ele primeiro. É verdade, afinal eu que até tenho um génio de informática cá em casa decidi que também era suficientemente esperta para me aventurar às tecnologias e fiz asneira. Vá lá que também comprei cd's. Parece que já adivinhava. Ao menos estes continuam simples e eficientes.
A ver se amanhã retomamos a boa disposição e os bons hábitos. Boa noite!


O antes e depois de um brinquedo especial

Está mais do que visto que este cavalinho de madeira apaixonou grandes e pequenos. Apaixonou-me a mim logo que o vi, apaixonou a minha tia que há muito tinha na cabeça este presente para a Maria, foi apaixonando cada criança ao longo da festa de aniversário e tem apaixonado muitos dos que por aqui passam. Certo é que o original é em madeira natural. Com uma boa dose de paciência, gosto e jeito para a coisa fica assim, bonito e encantador.



Obrigada ao tio I que está sempre pronto a ajudar nestas coisas. Ou não tivesse tido sucesso na primeira pintura cá de casa. E obrigada à tia F que ofereceu.
E é precisamente com este cavalinho que inauguramos a época natalícia. Na imagem vêem-se dois. Um deles é já um presente de Natal!